quinta-feira, 7 de abril de 2011


Oswaldo Cruz e Pereira Passos tentam sanear Rio

Marco Cabral dos Santos*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

População vira um bonde no Rio de Janeiro

Durante o mês de novembro de 1904, o Rio de Janeiro, então capital federal, foi palco de uma das maiores revoltas urbanas ocorridas no país: a Revolta da Vacina. Milhares de habitantes tomaram as ruas da cidade em violentos conflitos com a polícia. O motivo era uma polêmica medida adotada pelo governo de então: a vacinação obrigatória.

Contando com uma população de mais de 800 mil habitantes, a cidade era constantemente vitimada por surtos de
febre amarela, varíola, peste bubônica, malária, tifo e tuberculose. Na tentativa de pôr fim a esse triste quadro epidemiológico, o presidente Rodrigues Alves convocou o médico sanitarista Oswaldo Cruz, que, de imediato, pôs em marcha um ambicioso plano de saneamento e higienização da cidade. Seu projeto, porém, envolvia controvertidas medidas de controle da população e de seus hábitos de higiene.

Nessa época o governo dava dinheiro a quem matasse ratos

Revolta da Chibata

Movimento defendeu mudanças na Marinha

Vitor Amorim de Angelo
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação

João Cândido (à dir.), líder do movimento, apelidado de Almirante Negro

Na noite de 22 de novembro de 1910, dia em que o marechal Hermes da Fonseca completava sua primeira semana como presidente da República, teve início no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, a chamada Revolta da Chibata. Protagonizado por marinheiros da Armada brasileira, o movimento defendia, entre outras coisas, o fim dos castigos físicos aplicados aos graduados da Marinha, como a chibatada, por exemplo.

Os castigos, suspensos pela Armada logo após a
Proclamação da República, foram retomados no ano seguinte como forma de controle e punição dos marinheiros - em sua maioria, negros e pobres. Poderiam receber chibatadas aqueles que cometessem faltas graves, como, por exemplo, o desrespeito à hierarquia militar.

Os castigos físicos, porém, contrastavam com as punições aplicadas pelas marinhas de outros países a seus graduados e, principalmente, com a fase modernizadora vivida pela Armada brasileira na época. Embora a escravidão tivesse sido abolida oficialmente mais de vinte anos antes, o uso da chibata pela oficialidade branca reproduzia, de certa forma, a mesma relação estabelecida entre os escravos e seus senhores até o final do século 19.

João Cândido era chamado de - o "Almirante negro".

Guerra do Contestado

Conflito alcançou enormes proporções

Vitor Amorim de Ângelo
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O monge João Maria, primeiro líder espiritual da região

A Guerra do Contestado foi um conflito que alcançou enormes proporções na história do Brasil e, particularmente, dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Semelhante a outros graves momentos de crise, interesses político-econômicos e messianismo se misturaram ao contexto explosivo. Ocorrido entre 1912 e 1916, o conflito envolveu, de um lado, a população cabocla daqueles Estados, e, de outro, os dois governos estaduais, apoiados pelo presidente da República, Hermes da Fonseca.

A região do conflito, localizada entre os dois Estados, era disputada pelos governos paranaense e catarinense. Afinal, era uma área rica em erva-mate e, sobretudo, madeira. Originalmente, os moradores da região eram posseiros caboclos e pequenos fazendeiros que viviam da comercialização daqueles produtos.

Ganhou o nome de guerra do contestado, pois os conflitos ocorreram entre o Paraná e santa Catarina

Cangaço

Banditismo no sertão nordestino

Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Corisco e Dadá, sua mulher

Entre os séculos 19 e meados do 20, um tipo específico de banditismo se desenvolveu no sertão nordestino: o cangaço.

Os cangaceiros - bandos de malfeitores, ladrões, assassinos, bem armados, conhecedores da região - saqueavam fazendas, povoados e cidades, impunemente, ou, pior, impondo sua própria lei à região em que atuavam.

Para isso, contavam com o isolamento do sertão, com o tradicional descaso e a incompetência das autoridades constituídas, bem como com a conivência ou proteção de vários chefes políticos locais, os grandes proprietários rurais, conhecidos como
"coronéis".

História do cangaço

O cangaceiro - um deles, em especial, Lampião - tornou-se personagem do imaginário nacional, ora caracterizado como uma espécie de Robin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres, ora caracterizado como uma figura pré-revolucionária, que questionava e subvertia a ordem social de sua época e região.

Nesse sentido - heróico/mitológico - o cangaço é precursor do banditismo que ocorre atualmente nos morros do Rio de Janeiro ou na periferia de São Paulo, onde chefes de quadrilhas também são considerados muitas vezes benfeitores das comunidades carentes.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entrevista com imigrante: José Villarino Prieto

1 como você veio da Espanha para o Brasil

Eu vim em um navio, com 18 anos eu sai de minha cidade natal na Espanha, embarquei em um navio com minha família e cheguei ao porto de Santos.

2 porque você veio ao Brasil?

Porque no pôs guerra havia muita falta de emprego, então eu e minha família viemos ao Brasil.

3 você chegou com alguma garantia de emprego?

Não eu e minha família chegamos desempregados

4 você teve dificuldade para achar emprego?

Não, eu trabalhei ate poder comprar um açougue onde toda minha família tirava o sustento.

5 quando você veio para o brasil havia muitos imigrantes

Sim havia pessoas de todos os lugares

6 oque você fazia na Espanha

Vendia coisas da Espanha e de Portugal, eu trabalhava desde pequeno.

quinta-feira, 3 de março de 2011